segunda-feira, 29 de novembro de 2010
MÉDICOS DISCUTEM IMPORTÂNCIA DO PARTO NORMAL E AMAMENTAÇÃO
O professor de medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Ricardo Chaves criticou o fato de muitos médicos recorrerem a operações cesarianas. O recurso, segundo ele, "está virando uma cultura, quando se sabe que é muito melhor para a mulher se ela tiver parto normal e também para os bebês".
Para Elza Giugliane, da área de apoio à criança e à amamentação, do Ministério da Saúde, "o malefício da cesariana virou rotina e tem repercussão negativa também no âmbito psíquico da mulher". A cirurgia "não pode ter como critério a conveniência da parte do profissional de saúde ou da mãe, mas, sim, conforme a viabilidade clínica, a necessidade".
Segundo ela, a amamentação da criança nas primeiras horas depois do nascimento é fundamental para a saúde do bebê, pois 20% daquelas que não são amamentadas pela mãe desenvolvem com mais facilidade o diabetes.
A epidemiologista Maria do Carmo Leal afirmou que, atualmente, "até os hospitais privados se preocupam com os efeitos danosos da cesariana" pois as crianças têm que ficar muitas horas nas unidades de Terapia Intensiva (UTIs) quando há complicações nesse tipo de parto.
O professor da Universidade de Campinas Hugo Sabatino afirmou que há sete vezes mais casos de mortes nas cesarianas do que nos partos normais e 35 vezes mais complicações no parto cirúrgico. "Operar uma mulher para que ela tenha um filho é uma violência contra ela e contra a criança que vai nascer, o que, muitas vezes, acontece prematuramente".
O encontro está sendo promovido pelo Ministério da Saúde com apoio da organização da sociedade civil Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa). ( Do www.diariodepernambuco.com.br )
domingo, 28 de novembro de 2010
SAÚDE
A PARTIR DE HOJE VENDA DE
ANTIBIÓTICOS SÓ COM RECEITA
A partir deste domingo (28) começam a valer as novas regras para a venda de antibióticos nas farmácias e drogarias de todo o País. Os medicamentos só podem ser vendidos com a apresentação de duas vias da receita médica, sendo que uma delas ficará com o estabelecimento e outra com o consumidor. Essa norma já vale para remédios psicotrópicos, conhecidos como de tarja preta, usados no tratamento de depressão e ansiedade.
As receitas terão validade por dez dias a partir da prescrição do médico. Os médicos e profissionais habilitados devem prescrever o remédio com letra legível e sem rasuras.
A regra vale para 93 tipos de substâncias antimicrobianas que compõem todos os antibióticos registrados no Brasil, como amoxicilina, azitromicina, cefalexina e sulfametoxazol, algumas das mais vendidas no país. Estão de fora da lista os antibióticos usados exclusivamente em hospitais.
O estabelecimento que desrespeitar a regra está sujeito a punição, que vai de multa até interdição. Com a venda mais rígida, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer evitar o uso indiscriminado de antibiótico pela população e conter o avanço dos casos de contaminação por superbactérias, como a KPC – responsável pelo recente surto de infecção hospitalar no Distrito Federal.
Em nota, a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) alega que a regulamentação causará transtorno aos brasileiros. A entidade argumenta que parte significativa da população não tem acesso a uma consulta médica e que a receita de controle especial também não está disponível em todos os municípios. "Não poderá ser aceita uma receita médica comum e, nesse caso, a farmácia não poderá dispensar o medicamento, mesmo prescrito corretamente pelo médico ou dentista", diz a associação.
A Abrafarma solicitou adiamento do início da vigência da medida para esclarecer a sociedade. Procurada pela Agência Brasil, a Anvisa informou que a data estipulada estava mantida. As farmácias e drogarias tiveram prazo de 30 dias para adequação.
A resolução da Anvisa, editada em outubro, determina mudanças também nas embalagens e bulas, que deverão ter a seguinte frase: Venda Sob Prescrição Médica - Só Pode Ser Vendido Com Retenção da Receita. As empresas farmacêuticas têm mais cinco meses para se adequar. ( Da Agência Brasil )
sábado, 27 de novembro de 2010
MORRE FUNDADORA DO COLÉGIO SANTA MARIA
Faleceu no início da noite dessa sexta-feira (26), em decorrência de uma parada cardíaca, a diretora-presidente do Colégio Santa Maria, Maria das Dores Muniz de Melo, de 94 anos. Fundadora e proprietária da instituição, ela estava afastada de suas funções desde o ano passado pela saúde fragilizada, mas recebia toda a atenção médica em sua residência através de um aparato montado para atender suas necessidades de saúde. Desde a noite de ontem, familiares, amigos e a comunidade do Santa Maria se despedem de sua diretora na capela do colégio, onde acontece o velório.
A parada cardíaca, segundo a sobrinha e atual diretora-pedagógica da instituição, Rosa Amélia Muniz, foi causada por uma queda de oxigenação no sangue. "Pela manhã estive em sua casa e tudo estava bem, ela estava dormindo, sem nenhum problema aparente. Pouco depois, quando já havia saído, recebi um telefonema e me contaram o que estava acontecendo. Foi tudo de repente, pegou toda a família de surpresa", contou. Maria das Dores ainda foi levada ao Hospital Santa Joana, mas entrou em coma e veio a falecer por volta das 18h.
Consternada com a perda, Rosa Amélia informou que o enterro de Maria das Dores deverá ocorrer às 16h, no Cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife. Ela será enterrada em um jazigo da família, onde estão sepultados os pais e irmãos da diretora da tradicional instituição de Boa Viagem.
Maria das Dores Muniz de Melo fundou o Colégio Santa Maria em 1956, na Rua dos Navegantes. Em 1962, através de uma portaria do Ministério da Educação, a escola se transferiu para a Rua Padre Bernardino Pessoa, em Boa Viagem, onde funciona até os dias de hoje. Desde 2001, também funciona no local a Faculdade Santa Maria, que oferece os cursos de administração e sistemas de informação. A estrutura é formada por seis prédios, com 120 salas de aula. ( Do JC Online )
FEIRA
UM PEDACINHO DO JAPÃO NO RECIFE ANTIGO
Um pedaço do Bairro do Recife transforma-se em território japonês das 10h às 22h deste domingo. Música, dança, culinária e artesanato estarão ao alcance de todos na Rua do Bom Jesus, Rua Domingos José Martins e Praça do Arsenal, na 14ª edição da Feira Japonesa do Recife. Mais de cem barracas com produtos característicos da Terra do Sol Nascente são esperadas no evento cultural.
A Feira Japonesa será aberta com a cerimônia kagami-biraki (quebra do barril do saquê), tradicionalmente realizada em festivais. Participam o cônsul do Japão no Recife, Akira Suzuki, e o prefeito em exercício do Recife, Milton Coelho. Logo depois, haverá apresentação do grupo de dança Kassaodori, de São Paulo, e de atrações locais.
De acordo com a coordenadora da feira, Zélia Faria, o kassaodori é formado por mulheres e traz ao Recife a shan shan kassa odori, conhecida como dança do guarda-chuva. Costuma ser apresentada na rua, nos dias de finados, na província japonesa de Inaba. Os artistas locais mostrarão a dança yosakoi Soran, da Associação dos Jovens Nikkeis do Recife, e a percussão do grupo Ren Taiko, da Associação Cultural Japonesa do Recife.
Taiko, explica Zélia Faria, são tambores. Os três grupos repetem as apresentações às 18h, sempre no palco armado ao lado da Praça do Arsenal, onde é feita a cerimônia de abertura. A feira deste ano é dedicada ao sushi, prato japonês feito com arroz bastante popular no Brasil. Sushi, yakisoba, harumaki, yakitori e okonomiyaki podem ser degustados nos quiosques de comida em volta da praça.
Na Rua do Bom Jesus ficarão as barracas de variedades e produtos tradicionais, como objetos de decoração, utilitários, koinoboris, quimonos e origamis. A Rua Domingos José Martins é o espaço contemporâneo da feira, dedicada aos jovens amantes de anime e mangá (animação e quadrinhos), desfile de cosplay e campeonatos de go e shôgí (jogos de mesa).
Peças autênticas – ikebanas, origamis, temaris e bonsai – podem ser contempladas no toldo do Consulado do Japão no Recife. Com base nos anos anteriores, Zélia Faria avisa que a feira termina antes das 22h. O evento faz parte do calendário turístico do Bairro do Recife e atrai mais de 40 mil pessoas.
É promovido pela Casa do Japão, representada pela Associação Nordestina de Ex-Bolsistas e Estagiários no Japão (Anbej), Associação Cultural Japonesa do Recife (ACJR), Associação dos Jovens Nikkeis (Seinenkai) e Associação Cultural Brasil Japão (ACBJ). Conta com apoio do Consulado do Japão no Recife, da prefeitura e da Agência Internacional de Cooperação Japonesa (Jica, na sigla em inglês).
Um estúdio fotográfico será montado próximo ao palco. Quem quiser, pode tirar fotografias ao lado de moças vestidas com quimono, o traje típico japonês, e de cosplay, pessoas fantasiadas como personagens de animes, mangás e videogames. "O público não pode se caracterizar na hora porque não há vestimenta, talvez alguns quimonos", avisa Zélia Faria. "Além da comunidade nipônica, há brasileiros adeptos da cultura japonesa expondo produtos", diz. Ela coordena o evento desde a primeira versão. ( Do JC Online - foto de Alexandre Severo )
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
BODYTALK - A LINGUAGEM DA SAÚDE
Um dos princípios básicos da terapia é o fato de o ser humano possuir uma habilidade inata de autocura. "Tal capacidade natural que tende ao bem estar e à saúde se manifesta por vias internas de comunicação saudáveis, uma vez que existe uma integridade também saudável entre os inúmeros sistemas emocionais, mentais, físicos, relacionais e espirituais que constituem o indivíduo", explica a fisioterapeuta Cecília Magalhães, única terapeuta certificada no Nordeste pelo International BodyTalk Association (IBA).
Por meio de Biofeedback Neuromuscular (realizado por leves toques com a ponta dos dedos na área do pulso), o BodyTalk possibilita o acesso à sabedoria do corpo. "Permite-se que as 'ligações' necessárias dentro do complexo corpo-mente sejam trazidas à consciência". Essas 'ligações' devolvem ao indivíduo uma comunicação fluida, um sentido de conexão entre as diversas partes de organismo, projetados pela natureza. A capacidade natural de cura e bem-estar, seja em nível emocional, mental ou físico, é restabelecida e acelerada.
Tratamentos
- Alergias, intolerâncias e intoxicações
- Dores crônicas
- Artrite
- Contaminações por vírus e outros micróbios, bactérias, fungos ou parasitas
- Processos inflamatórios
- Alterações dos sistemas endócrino, digestivo e imunológico
- Hiperatividade e Deficit de Atenção
- Ansiedade
- Estresse
- Depressão
- Medos e fobias
- Fadiga crônica
- Antigos sistemas de crença disfuncionais
( Informações da Folhape Online ) )
COMÉRCIO
AMBULANTES RECLAMAM DA FALTA DE DIÁLOGO COM A PCR
Alguns ambulantes compareceram no bairro da Boa Vista, Centro do Recife, nesta manhã de sexta-feira (26), um dia depois da operação que retirou o comércio informal da rua Sete de Setembro. Para eles, não houve diálogo por parte da Prefeitura. Em entrevista à Rádio Jornal, o comerciante Alexandre Santana reclamou que ninguém foi avisado. "Tiraram nosso direito de ir e vir. Somos pais de família, nos colocaram como se fôssemos bandidos". Já a população se mostra dividida sobre a retirada. "Espero que o trabalho continue, porque aqui trabalha quem tem direito e quem não tem. Estava tudo muito desorganizado", disse a lojista Maria do Carmo.
Segundo a Câmara dos Lojistas de Pernambuco, cerca de dois mil comerciantes atuavam na área central da Boa Vista, nas imediações da Avenida Conde da Boa Vista. Esse tipo de comércio gera 50 mil empregos. A operação da PCR vai continuar nas ruas do Hospício, Riachuelo, União e Praça Maciel Pinheiro. ( Do JC Online )