segunda-feira, 11 de outubro de 2010

SERRA TERÁ COORDENADORES REGIONAIS

Com o objetivo de fortalecer a candidatura do presidenciável José
Serra (PSDB) em todos os pontos do Estado, a coordenação de campanha
do tucano, em Pernambuco, montou seis frentes regionais para comandar
os comitês do postulante, que serão mantidos nas principais cidades
pernambucanas. A intenção é empreender atos públicos, de forma
simultânea. Cada um desses polos (Região Metropolitana Sul, Região
Metropolitana Norte, Mata Sul, Mata Norte, Agreste e Sertão) ficará
sob a responsabilidade de um coordenador específico, já escolhido pela
liderança política que exerce na sua região. O coordenador geral será
o deputado federal não reeleito Bruno Rodrigues (PSDB).

Ficou estabelecido que as ações na Região Metropolitana Sul ficarão
sob o comando do deputado estadual eleito Betinho Gomes (PSDB),
enquanto a coordenação do polo Norte da mesma região será do prefeito
de Abreu e Lima, Flávio Gadelha (PMDB). Para comandar a campanha na
Mata Sul, foi destacado o prefeito de Canhotinho, Álvaro Porto (DEM),
e, na Mata Norte, o prefeito de Carpina, Manoel Botafogo (PSDB). O
comando do Agreste ficará com a deputada estadual Miriam Lacerda (DEM)
e, por fim, o polo do Sertão terá o prefeito de Petrolina, Júlio
Lóssio (PMDB), como coordenador.

"A divisão em coordenações regionais visa aumentar a abrangência da
campanha no Estado. Ca­da coordenador comandará os comitês de campanha
de Serra em suas regiões, dinamizando as atividades. Pensamos que
desta forma teremos uma campanha mais fortalecida", pontuou o autor da
ideia, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB). Ele
revelou que esses coordenadores regionais receberão as diretrizes que
devem seguir durante reunião a ser realizada na próxima quarta-feira.

"Vamos nos reunir, na quarta-feira, para definir algumas ações que
de­vem ser realizadas. Primeiro, o colegiado, que é composto por
lideranças dos partidos que compõem a frente Brasil Pode Mais em
Pernambuco, fará um encontro, depois, os coordenadores regionais.
Depois, conversaremos com os deputados de mandato que assumem papel de
liderança em suas regiões", detalhou Elias Gomes.

O prefeito de Jaboatão, inclusive, encaminhou, no fim de semana,
sugestões para a composição do programa de governo a José Serra, que
deve ser apresentado neste segundo turno. Entre os pontos defendidos
po Elias Gomes está o conceito de sustentabilidade que teve
ressonância verificada na sociedade com a votação alcançada pela
presidenciável do PV, senadora Marina Silva. A verde conquistou mais
de 19 milhões de votos no dia 3 de outubro. "É uma nova agenda que a
sociedade consagrou", destacou o gestor jaboatonense. ( Por Gilberto
Prazeres, da Folha Digital )

MULHERES SÃO MAIORIA ENTRE OS INDECISOS

Repetindo um padrão já observado nas eleições presidenciais de 2002 e
2006, o eleitorado feminino foi decisivo para adiar o desfecho das
eleições para o segundo turno, segundo cientistas políticos e
demógrafos que estudam o voto das mulheres no Brasil. Além de serem a
maioria do eleitorado brasileiro (cerca de 52%), as mulheres são
maioria também entre os eleitores indecisos – cerca de 60%. Foi esta
fatia que engordou os resultados de Marina Silva (PV) e, em menor
grau, de José Serra (PSDB) na reta final da disputa ao Planalto, em
detrimento de Dilma Rousseff (PT).

Se levado em consideração apenas o eleitorado masculino, Dilma seria
eleita no primeiro turno, com 54% dos votos válidos, segundo a última
pesquisa do Datafolha ou o Ibope. As mulheres mais conservadoras foram
justamente as que mais transferiram seus votos, provavelmente
influenciadas pela ação de grupos religiosos que buscaram associar
Dilma a uma posição favorável ao tema, dizem os especialistas.

"A proposta de Marina de deixar uma questão moral como o aborto para
ser resolvida por plebiscito, somada à pressão de grupos religiosos,
convenceram o voto feminino conservador, especialmente em regiões mais
atrasadas e fora dos grandes centros urbanos, a mudar de posição", diz
Maria do Socorro Sousa Braga, professora do Departamento de Ciência
Política da Universidade Federal de São Carlos (USCAR).

Descontando-se os erros de precisão de alguns institutos de pesquisa
nestas eleições, uma olhada na evolução do votos feminino e masculino
medido pelas pesquisas do Datafolha e Ibope nas últimas semanas dá bem
uma idéia da fuga do voto das mulheres na candidata Dilma. Segundo o
Datafolha, o percentual do votos femininos para a ex-ministra caiu de
47% no levantamento do dia 21 e 22 de setembro para 42% às vésperas
das eleições, em outubro. Já os percentuais de votos femininos em
Serra passou de 28% para 30% no mesmo período. E para Marina a alta
foi ainda mais significativa: de 14% para 18%.

Segundo a socióloga Fátima Pacheco Jordão, do Instituto Patrícia
Galvão, a fatia de mulheres indecisas dentro do universo total de
votos femininos é o dobro da fatia de homens indecisos já há muito
tempo. Para ela, as mulheres são efetivamente mais cautelosas antes de
decidir como votar, em parte porque percebem a política como um
território eminentemente masculino do qual, historicamente, sempre
foram alijadas. Ao empurrarem a decisão de voto para o último momento,
são consequentemente afetadas pelas informações e pela ação de grupos
de pressão. ( Do JC Online)

VESTIR-SE É PARTE DA BRINCADEIRA

Roupa de casa, roupa de sair. No meu tempo de criança, esses eram os
conceitos que dividiam o guarda-roupa infantil. Shortinhos, blusinhas,
sainhas, roupas mais usadas, eram as eleitas para o dia a dia, o
corre-corre com a meninada do prédio. As peças novas, com tecidos mais
nobres como o linho, eram designadas às idas ao médico, festas de
família, passeios aos domingos.
Crianças até davam pitaco na hora de escolher o que vestir, mas a
palavra final era da mãe. Bons tempos, dirão as mulheres que vivem às
voltas com crianças cheias de vontade quanto ao que vestir. Mas a
culpa não é só dos pequenos. Assim como a moda dos adultos, a das
crianças se desenvolveu e hoje está para lá de estilosa, contribuindo
para despertar a vaidade precoce. Para a primavera-verão, a repórter
Carol Botelho apurou que estampas com animais e muitas cores, além de
tecidos confortáveis, estão em alta.
Entretanto, mais que seguir tendência, os pequenos precisam
identificar-se com o que vestem. Não por acaso, o estilista Ronaldo
Fraga declarou desejar que suas criações façam parte da memória
afetiva dos pequenos – eu, por exemplo, não esqueço meu tamanco de
madeira com o desenho do Bidu, cachorrinho da Mônica. O clima Dia das
Crianças inspirou ainda duas reportagens:
Bruna Cabral entrevistou personagens e psicólogos sobre como lidar
quando o filho prefere os brinquedos que culturalmente são ligados ao
sexo oposto, e Bruno Albertim levou uma turminha boa de garfo para
degustar um menu francês. Porque nem só de todynho vivem as crianças
de hoje. Bom feriadão e algodão-doce para você, como diria Daniel
Azulay.
( Escrito por Janaína Lima, editora da Revista JC )

A BRIGA ENTRE SERRA E DILMA NA BAND

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) partiram para o confronto
direto e para a troca de acusações - sem interrupção em momento algum
- no primeiro debate entre os dois candidatos no segundo turno da
eleição, na TV Bandeirantes ontem à noite. Foi o primeiro
enfrentamento real entre a petista e o tucano desde o início da
campanha oficial e deu o tom da disputa nas três semanas que restam da
disputa. Dilma foi a primeira a chamar para a "briga", na primeira
pergunta feita a Serra. O confronto e o clima quente durou até o fim
do debate.

"Sua senhora, Mônica Serra, disse que a Dilma é a favor da morte das
criancinhas. Nós não temos esse ódio no Brasil. Católicos e
evangélicos estudam nas mesmas escolas", atacou Dilma, em referência à
polêmica do aborto instalada na disputa presidencial. "Entre prender e
atender (as mulheres que fazem aborto), eu prefiro atender". Além de
contra-atacar em relação ao assunto,a petista elegeu a privatização
como assunto para criticar Serra. "Você disse que é a favor da
liberação do aborto e depois mudou de opinião. São duas caras", disse
o tucano. "E você tem mil caras, Serra", rebateu Dilma.

O candidato do PSDB insistiu na acusação de que Dilma mudou de opinião
sobre a descriminalização do aborto e citou por diversas vezes o caso
de tráfico de influência dentro da Casa Civil, comandada pela então
ministra-chefe Erenice Guerra, "braço direito, herdeira de Dilma".
"Sobre Deus, ora você disse que acredita, ora disse que não acredita",
insistiu Serra. Para Dilma, o tucano se apoia em "calúnias, mentiras e
difamações". "Você já é réu por calúnia, e esse é o primeiro passo
para ser enquadrado na Lei do Ficha Limpa".

Partir para o confronto foi uma estratégia adotada por Dilma, que
buscou rebater as acusações sobre ser favorável ao aborto, fazer
acusações a Serra e associá-lo às intenções de privatização. Foram
recorrentes as citações ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O
nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pouco apareceu no debate.
A cada provocação de Dilma, Serra também respondia com acusações e
críticas à postura da ex-ministra.

Tanto de um lado quanto de outro surgiram referências e acusações
quanto aos principais apoiadores das duas candidaturas. Dilma atacou o
vice da chapa tucana, Índio da Costa, do DEM. "Ele cria grupos para me
atingir, inclusive com questões religiosas". Serra falou do presidente
do PT, José Eduardo Dutra, e do ex-ministro da Fazenda no governo
Lula, Antônio Palocci, atuais coordenadores da campanha petista.
"Dutra elogiou leis aprovadas por FHC. Palocci sempre se derramou em
elogios à política econômica de Fernado Henrique".

Dilma citou ainda os ataques do PCC em São Paulo e fez acusações
contra um assessor de Serra. "Paulo Vieira de Souza, seu assessor de
campanha, fugiu com R$ 4 milhões". O tucano disse ter "cabeça própria"
e que não foi "pinçado por ninguém". "Na minha história, não tenho
nada guardado no cofre". Nos intervalos do debate, Dilma era cercada
por Palocci, Dutra e João Santana, marqueteiro da campanha petista.
Serra era assessorado por Luiz Gonzales, marqueteiro da campanha, e
por assessores diretos. Tucanos e petistas da plateia aplaudiam a cada
resposta de seus respectivos candidatos. ( Informações do site
diariodepernambuco.com.br )

domingo, 10 de outubro de 2010

LULA DESABAFA: AGORA FICOU MAIS DIFÍCIL!

A realização do segundo turno levou a campanha de Dilma Rousseff (PT)
para o divã. Na primeira semana da disputa polarizada com o tucano
José Serra, a cúpula petista demonstrou insatisfação com o rumo da
campanha - desde a dificuldade de Dilma em encontrar um discurso para
reassumir o protagonismo da agenda à incorporação, às vezes
atabalhoada, de aliados no comando da campanha.

Até mesmo o presidente Lula demonstrou forte apreensão com o rumo da
campanha de Dilma no segundo turno. Nas conversas que teve esta
semana, Lula desabafou para um interlocutor que a disputa ficou mais
difícil e que o desafio agora é reverter o quadro político de
adversidade da campanha. Na sexta-feira, o clima era de preocupação
com o fato de que pesquisas internas indicavam uma redução na
diferença entre Dilma e Serra.

Como parte da estratégia de campanha na primeira semana pós-primeiro
turno, o presidente Lula foi poupado e evitou aparecer em eventos ao
lado da sua candidata, Dilma Rousseff. O objetivo foi preservar o
capital político de Lula do ambiente de derrota da campanha petista,
por causa do anticlímax do segundo turno. Já esta semana, Lula pode
voltar a aparecer ao lado de Dilma, para influir como cabo eleitoral
decisivo.

Na campanha, há o entendimento de que Dilma se cobrou muito por não
ter vencido a disputa no primeiro turno, e isso mexeu com seu estado
de espírito. Coordenadores da campanha tentaram, ao longo da semana,
dar uma nova motivação à candidata e demovê-la da ideia de que foi a
responsável por isso. Mesmo assim, a cúpula petista ainda não
conseguiu encontrar uma nova linha de atuação.

Existe um forte desconforto do núcleo duro petista com a presença de
novos coordenadores, como o deputado e ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE)
e o ex-governador Moreira Franco (PMDB-RJ). Tanto que, na semana
passada, houve reuniões reservadas sem que os dois tivessem sido
chamados. ( Por Gerson Camarotti e Maria Lima, de O Globo)

POLÊMICA NA CAMPANHA

ABORTO ILEGAL MATA UMA MULHER A CADA DOIS DIAS

Enquanto religião e política se misturam na campanha presidencial,
reportagem de O Globo deste domingo revela que uma mulher aborta a
cada 33 segundos e a prática insegura mata uma brasileira a cada dois
dias, sendo que um abortamento é feito para cada 3,5 nascidos vivos.
Tema polêmico, desde que o aborto passou a ser assunto central da
campanha, sendo responsável, segundo pesquisas, por ajudar a levar a
eleição para o segundo turno, os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José
Serra (PSDB) têm se esforçado para manter a discussão vinculada ao
viés moral e religioso.

- O debate não devia tratar de quem é contra e quem é a favor, mas de
como é possível resolver um problema de saúde pública. Mulheres de
todas as classes sociais, idades, escolaridades e religiões abortam.
Muitas acabam no serviço público de saúde, onde são negligenciadas,
julgadas e condenadas, o que contribui para que o número de mortes
seja alto - diz Paula Viana, do grupo Curumim, que pesquisou a questão
em cinco estados: Rio de Janeiro, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Bahia e
Pernambuco. (Informações de O Globo)

SE ARREPENDIMENTO MATASSE...

CONTA TARDIA - Se arrependimento matasse, Dilma Rousseff estaria fora
da eleição por conta das caneladas que deu em Marina Silva. Só agora a
comissária deve ter entendido a essência da frase de Marina quando
disse: "Eu perco o pescoço, mas não perco o juízo". (Os horticultores
da cúpula do Partido Verde acham que podem abandonar Marina e apoiar
Serra. Podem, mas levando só os próprios votos.) (Elio Gaspari)