quarta-feira, 3 de novembro de 2010

VEREADORA PROPÕE ELEIÇÃO DIRETA NA ÁREA DE SAÚDE

Através do projeto de lei 105, que foi distribuido para receber os pareceres das comissões temáticas, a vereadora Vera lopes propõe a obrigatoriedade de e eleições diretas para diretores, vice-diretores e gestores de hospitais municipais, clínicas, postos de saúde e policlínicas do recife. O mandato, conforme o projeto, será de três anos, com direito à reeleição.
 
"A democracia tem como base a possibilidade de escolha de gestores e diretores. Faz-se mister, assim, a eleição dos cargos diretivos e de gestão dos centros dos centros hospitalares", justificou a vereadora.
 
De acordo com o Regimento Interno da Câmara do Recife, as comissões temáticas têm um prazo de 60 dias para analisar a proposta e apresentar pareceres. Diz o projeto que poderão se candidatar os médicos devidamente inscritos no Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e adimplentes com anuidades de seu órgão de classe. "Médicos são os que melhor conhecem a realidade e funcionamento de um centro hospitalar. Fazem gestão direta e indireta dos problemas e situações corriqueiras que acontecem no dia-a-dia de um hospital ou clínica", esclareceu a vereadora.
 
Ela lembra que as decisões dos médicos, nas unidades de saúde, acabam entrando em choque com gestores, "que por vezes são indicados políticos, não conhecem a realidade nem o funcionamento profundo de um hospital". Por essa razão, Vera Lopes justifica a eleição de médicos devido ao conhecimento que estes têm e seu profundo envolvimento com questões de saúde e administração hospitalar.
 
O corpo de eleitores - diz o texto da vereadora - será formado por funcionários efetivos da própria unidade de saúde. Eles deverão ser anteriormente listados e comunicados, através de procedimento administrativo próprio, três meses antes da data da eleição. A data da primeira eleição será no dia primeiro de janeiro subsequente à data em que a lei entrar em vigor.

ROBERTO FREIRE DIZ QUE MARINA SILVA VAI PAGAR CARO POR TER APOIADO SERRA

     

Marina Silva (PV) declarou hoje que só dirá em quem votou para presidente da República quando tiver com 100 anos de idade e não se pense que isto é brincadeira porque sua avó materna morreu com 106.
 
Neste segundo turno, o PV decidiu liberar seus filiados para votarem em Serra ou em Dilma. Mas Marina, por questão de conveniência, manteve o segredo do seu voto.
 
Em seu Estado natal, o Acre, Dilma obteve mais de 60% da votação, impulsionada, talvez, por uma declaração de apoio no horário político do PT de uma das filhas de Chico Mendes.
 
Para o presidente nacional do PPS e deputado federal eleito, Roberto Freire (SP), Marina Silva "vai pagar caro" por ter-se recusado a dar apoio público a José Serra no segundo turno. 
 
- O que ela (Marina) chama de independência é na verdade um nome pomposo para omissão – afirma o presidente do PPS.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ELEIÇÕES 2010

TSE AINDA VAI DECIDIR O DIA EM QUE DIVULGARÁ O RESULTADO
   
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que concluiu ontem,segunda-feira (1°),  a apuração dos votos em todo o Brasil. A proclamação oficial dos resultados, no entanto, será feita durante sessão do TSE em data ainda a ser marcada. O TSE tem até o dia 17 de dezembro para proclamar o resultado, data-limite para que a Justiça Eleitoral faça a diplomação dos candidatos eleitos.

Dilma Rousseff (PT), eleita a primeira mulher presidente da República, recebeu 55.752.529 votos, o equivalente a 56,05% dos votos válidos (que exclui brancos e nulos). Serra obteve 43.711.388 votos (43,95% dos votos válidos). Outros 2.452.597 de eleitores votaram em branco para presidente, o equivalente a 2,30% do total, enquanto 4.689.428 anularam seus votos, 4,40% do total de eleitores que foram às urnas. Tanto o número de votos brancos quanto o de nulos foi menor do que no primeiro turno das eleições.

Os dados do TSE indicam ainda que a abstenção foi de 21,5%. Foram 29.197.152 de eleitores que não compareceram para votar em todo o país, do total de 135.804.433 que formam o eleitorado brasileiro. Este é o maior índice de abstenções desde as eleições de 1989, quando o Brasil voltou a eleger seu presidente de forma direta, segundo o TSE. A maior abstenção nestas eleições foi registrada no Maranhão, onde 29,52% dos eleitores cadastrados não votaram.

Além do cargo de presidente da República, os eleitores brasileiros de oito estados e do Distrito Federal também elegeram neste domingo seus governadores. O ritmo de apuração dos votos neste segundo turno foi recorde, afirmou o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski.

Às 20h04 – pouco mais de uma hora após a conclusão da votação – o TSE confirmou o resultado oficial da disputa para presidente. "Uma hora depois de encerrada a votação já tínhamos um resultado que pacifica o país, que tranquiliza o país, por mais acirrada que tenha sido a disputa. Estamos aperfeiçoando o envio de dados via satélite. O atraso relativo no primeiro turno deveu-se ao fato de que houve um momento em que ficava congestionado. No segundo turno, fizemos com que as localidades mandassem dados criptografados em horários diferentes para não congestionar", afirmou o presidente do TSE em coletiva no domingo (3). ( Do Blog da Folha)

egunda,, restavam apenas 22 urnas para serem apuradas, todas no Acre. A dificuldade de acesso foi o principal motivo do atraso. O Estado foi o último a concluir a apuração, o que acabou atrasando a divulgação final dos resultados. A última urna a ser computada estava em uma aldeia indígena próxima ao município de Mansio Lima, a cerca de 650 quilômetros da capital Rio Branco, na fronteira com o Peru, e teve de ser transportada de barco.

SUPLICY LEVA ORQUÍDEAS PARA DILMA, MAS É BARRADO NA PORTA

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apareceu de surpresa na tarde de segunda-feira ( dia 1° ) em frente à casa da presidente eleita, Dilma Rousseff, com uma cesta de orquídeas na mão, mas não conseguiu passar do portão, onde foi recebido do lado de fora por um dos assessores da petista. Suplicy afirmou que queria dar um abraço em Dilma e cumprimentá-la por ela ter colocado como uma de suas principais metas a erradicação da miséria. O senador é conhecido por defender a aplicação da renda básica de cidadania no país.

Suplicy ouviu do assessor que Dilma estava descansando. "Disseram que ela está descansando. Na hora que ela quiser, voltarei para dar um abraço pessoalmente", afirmou o senador, que foi cercado por estudantes de arquitetura de Rio Preto (SP) que estavam em excursão a Brasília e também foram visitar a casa de Dilma, que fica no Lago Sul, região nobre de Brasília. O senador tirou fotos com os estudantes e distribuiu a alguns deles seu livro sobre a renda básica. ( Do Blog da Folha )

GRANDE VISITAÇÃO AO TÚMULO DA MENINA SEM NOME


Cemiterio Finados Imagem: Blenda Souto Maior/DP/D.A.Press
Imagem: Blenda Souto Maior/DP/D.A.Press

Milhares de pernambucanos iniciaram a manhã desta terça-feira (02), com uma visita aos cemitérios. Neste Dia de Finados, milhares de pernambucanos estiveram logo cedo acendendo velas e fazendo orações pelos entes queridos que já faleceram. Em praticamente todos os grandes cemitérios da Região Metropolitana do Recife, missas foram realizadas entre as 6h e as 8h.

Com a grande movimentação no Cemitério de Santo Amaro e a concentração de velas em uma capela, foi registrado um princípio de incêndio no início desta manhã. O susto foi rapidamente contornado, mas as pessoas estão sendo alertadas sobre o perigo do excesso de velas acesas no local.

Um dos pontos mais movimentados do local é mesmo o túmulo da Menina Sem Nome. Frequentado por diversos recifenses, o ponto está repleto de brinquedos e ursos de pelúcia em homenagem à garota que já virou mito popular. A gerente de lojas Laura Veras, de 39 anos, foi uma das recifenses que decidiu homenagear a menina. "Visito o túmulo há anos, pedindo pela saúde de minha filha. Hoje ela está livre da otite graças à Menina sem nome", diz, exibindo o Mickey de pelúcia que trouxe como oferta.

No Cemitério Morada da Paz, na cidade do Paulista, o movimento era intenso desde o início da manhã. Cerca de cinco mil visitantes eram esperados no local, onde foi realizada uma chuva de pétalas de rosas, jogadas por um helicóptero. O acesso ao local acabou comprometido, por conta do número de pessoas e a PE-15 ficou congestionada por mais de uma hora.

A expectativa é que pelo menos 60 mil pessoas visitem os cemitérios do Recife hoje, para a alegria de comerciantes de flores  e velas que fazem plantão em frente ao locais. Com grandes demonstrações de fé e saudade, as pessoas se emocionam e cantam hinos religiosos como forma de interceder pelos mortos. ( Por Marcionila Teixeira, do Diario de Pernambuco )


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

SERRA: É SÓ O COMEÇO DE UMA LUTA

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, fez um pronunciamento por volta das 22h40 deste domingo dizendo que recebeu com respeito e humildade a voz do povo nas ruas. "Quero cumprimentar a candidata eleita Dilma Rousseff (PT) e desejar que (ela) faça bem para o nosso País", disse Serra.

No final do discurso, o tucano cantou um dos trechos do Hino Nacional que diz "verás que um filho teu não foge à luta" e mandou um recado aos que imaginam o PSDB derrotado. "Nós apenas estamos começando uma luta de verdade", avisou Serra. Em seguida, prometeu: "Minha mensagem de despedida neste momento não é um adeus, mas um até logo. A luta continua, viva o Brasil".

Emocionado, o tucano disse que disputou com orgulho a Presidência da República, mas o povo quis que (sua vitória) não fosse agora. E agradeceu os 43,6 milhões de votos recebidos em todo o País neste segundo turno. "Soou muito grato a todos e a todas que colocaram adesivos, bandeiras e vestiram camiseta Serra 45", frisou, citando também os militantes que lutaram nas ruas e na internet em defesa de sua mensagem de campanha.

"Vou carregar cada olhar, cada abraço, cada frase de estímulo e de vibração que recebi". Serra lembrou dos seus seguidores no microblog Twitter, sobretudo os jovens. O ex-candidato do PSDB citou que ao lado da votação que recebeu neste pleito, os brasileiros elegeram também dez governadores que apoiaram sua candidatura. E citou "o companheiro de várias jornadas Geraldo Alckmin", eleito governador já no primeiro turno dessas eleições em São Paulo.

"(Alckmin) se empenhou na minha eleição mais do que se empenhou na sua", agradeceu José Serra. E argumentou que, nos meses "duríssimos de campanha, quando enfrentou forças terríveis", os correligionários que apoiaram sua candidatura alcançaram uma vitória estratégica, construíram uma fortaleza e consolidaram um campo político em defesa da democracia no Brasil". Além disso, o candidato destacou que sua campanha trouxe ao cenário eleitoral uma juventude que ama o Brasil e quer que os políticos sejam servidores do povo e não se sirvam do povo.

VOTO DE SERRA

O tucano José Serra votou acompanhado de sua mulher, Monica e de seus companheiros de coligação: o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o atual governador do Estado Alberto Goldman (PSDB), o prefeito da Capital paulistana, Gilberto Kassab (DEM), e o senador eleito por São Paulo Aloysio Nunes (PSDB). Depois de confirmar seu voto, José Serra posou para fotos acompanhado de duas crianças e da mulher Monica, todos fazendo com as mãos o gesto que simboliza a vitória. No primeiro turno, o candidato votou no começo da tarde e estava acompanhado do seu vice, Indio da Costa (DEM-RJ).

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse ontem que defenderá dentro do PSDB que o próximo candidato a presidente da República seja escolhido em dois anos, ainda em 2012. De acordo com o tucano, o objetivo será formar uma estrutura e unir o partido em torno de um candidato para a disputa eleitoral em 2014. "Daqui a dois anos, eu defendo que o partido defina o seu candidato à Presidência da República", afirmou. Guerra disse que a sigla nunca esteve tão unida como nestas eleições em torno de um candidato.

DILMA, A PRIMEIRA MULHER ELEITA PRESIDENTE


O Brasil elegeu ontem a primeira mulher para a Presidência da República: Dilma Rousseff, do PT. Sua vitória teve a participação do cabo eleitoral mais popular do País, o presidente  Lula, que mesmo sem estar participando diretamente do pleito, teve papel fundamental ao transferir todo seu elevado índice de popularidade à candidata que escolheu para disputar sua sucessão e levá-la à vitória nas urnas neste segundo turno – mesmo sendo uma estreante na seara de uma disputa eleitoral e concorrendo com um nome forte da oposição, o ex-governador tucano José Serra.

Se dependesse dos números das primeiras pesquisas eleitorais divulgadas em 2007, a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República jamais teria sido levada adiante. Em outubro de 2007, a pesquisa CNT/Sensus mostrava a então ministra-chefe da Casa Civil com 5,7%. Essa mesma pesquisa, contudo, mostrava que cerca de 35% dos entrevistados poderiam votar em alguém apoiado por Lula. Com base nessa sinalização, o presidente traçou um engenhoso plano para lançá-la na arena da disputa presidencial, trabalhando intensamente para colar sua imagem à de Dilma.

E a estratégia funcionou. Coube a Dilma o lançamento de uma das maiores vitrines do governo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 2007. No ano seguinte, Lula a batizou de "mãe do PAC". Como boa discípula, Dilma se autonomeou durante a campanha eleitoral de "mãe do Luz para Todos", programa do governo federal, criado em 2003, com o objetivo de levar energia elétrica às áreas rurais do País. E no decorrer da campanha, quando já liderava a corrida presidencial, assumiu de vez o instinto maternal e disse que pretendia ser a "mãe de todos os brasileiros".

PESQUISAS

Depois de um primeiro turno no qual saíram desacreditados, os institutos de pesquisas conseguem se redimir e acertam nas previsões para o segundo turno. Ouvidos pelo JC, especialistas creditam os acertos a três fatores principais: na maioria dos Estados, a disputa foi de dois candidatos para um cargo, o de presidente da República, a eliminação da incapacidade dos institutos de prever as "ondas de opinião" ou o "fator surpresa", comuns no primeiro turno, e maior cuidado na aplicação e apuração dos questionários, em razão dos erros do primeiro turno. "2010 se assemelhou a 2002, quando também houve a disputa por seis cargos (presidente, governador, dois senadores e deputados federal e estadual). Além disso, ainda não se tem tecnologia para captar as ondas de opinião, mudanças que ocorrem na reta final, às vésperas do pleito. Por isso, erraram flagorosamente no primeiro turno", aponta o economista e consultor Maurício Romão. Favorece, ainda, diz Romão, a queda de brancos e nulos.

Para corresponder às previsões, agora, o cientista político Túlio Velho Barreto revela que os institutos contaram com a abordagem mais fácil – só sobre dois candidatos e um cargo –, o que restringiu o fator surpresa e diminuiu a margem de erro de todos a 2%. "No primeiro turno, houve o crescimento de Marina Silva (PV) no final, o que não foi captado, então o fator surpresa", detalha Barreto. ( Do Jornal do Commercio)