quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PROPAGANDA

AVENIDAS E RUAS DIVIDIDAS ENTRE PARTIDOS

Neste período de campanha não é novidade as ruas do Recife serem
saturadas com mídias eleitorais. Exemplo é a Avenida Agamenon
Magalhães que chega a ter trechos de suas calçadas totalmente
obstruídos por cavaletes e bandeiras, inclusive em frente ao próprio
Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE/PE). Como forma de coibir
esse excesso, tem início hoje um rodízio entre coligações e partidos
para a colocação de cavaletes e bandeiras fixas nas principais vias da
cidade.

A medida partiu do TRE/PE e foi acertada em comum acordo com
representantes jurídicos dos grupos, durante uma reunião que aconteceu
ontem na sede do Tribunal. Foram criados três grandes blocos (A, B e
C) e o revezamento será por dia, de acordo com ordem estabelecida em
sorteio. Hoje, coube à coligação Pernambuco Pode Mais o uso do Bloco A
e à Frente Popular o C. O Bloco B ficou com um quadro único formado
pelos demais partidos.

A juíza coordenadora da propaganda eleitoral em Pernambuco, Ana
Cláudia Brandão, disse que a ação é positiva porque, além de
contribuir com a desobstrução de calçadas e avenidas de grande fluxo,
também evita brigas por espaço. "Tinha militante chegando na rua às
quatro da manhã para guardar lugar. Com essa divisão, a gente evita
essas brigas por espaço."

Quanto ao fato da medida só ter começado agora, faltando 24 dias para
a eleição, foi justificada pelo aumento considerável desse tipo de
publicidade. "Não poderíamos adotar uma medida restritiva desse porte
sem analisar a situação." Aqueles que desrespeitarem o rodízio, ainda
de acordo com a magistrada serão punidos com a apreensão do material,
que vai ser devolvido, apenas, depois do 3 de outubro. Desde o dia 1º
de julho, cerca de 1.700 placas foram apreendidas.

Advogados das duas principais coligações avaliaram a ação como
positiva. O representante da Frente Popular, Paulo Siqueira, afirmou
que a medida vai contribuir para uma melhor organização do espaço com
a produção de uma mídia mais direcionada. Do grupo Pernambuco
PodeMais, Bruno Sampaio acredita que será um benefício para a
sociedade, pois pressupõe uma "diminuição considerável das
propagandas".

Entretanto, segundo a professora e coordenadora de pós-graduação de
Direito Constitucional da Universidade de São Paulo (USP), Monica
Herman Caggiano, apesar do intuito do TRE ser louvável, ele vai contra
o direito dos candidatos de fazerem propaganda em locais públicos,
desde que dentro dos limites jurídicos. A ressalva, neste caso, está
no fato de ter ocorrido em comum acordo com os partidos. Mesmo assim,
segundo a professora, o TRE teria extrapolado uma "permissividade
legal" e ele "não tem esse poder". "Há uma plena liberdade e não há
justificativa de fundamento nem de segurança para o TRE limitar e
delimitar o uso dessas vias", disse. A solução apontada por Herman
passa por outro órgão, a Prefeitura, a quem caberia regulamentar a
colocação de mídias como os tão polêmicos calaveletes.

CONFIRA RUAS E AVENIDAS QUE CADA BLOCO ENGLOBA:

Bloco A // Avenidas Boa Viagem e Mascarenhas de Moraes e Rua Jean Emilie Favre

*No calçadão de Boa Viagem está proibida toda colocação de propaganda
fixa. Apenas pessoas segurando bandeiras estão liberadas.

Bloco B // Avenida Norte com Mário Melo, Avenida 17 de Agosto, Praça
Parnamirim, Avenida Rui Barbosa e Rosa e Silva

Bloco C // Avenidas Recife, Caxangá e Agamenon Magalhães.

( Reportagem especial do Diario de pernambuco)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Vera Lopes denuncia falta de vacina contra tétano

Médica pediatra, a vereadora Vera Lopes (PPS) alerta sobre a falta de vacina e soro antitetânicos nas urgências dos hospitais da cidade. Segundo a parlamentar, um paciente está em vida vegetativa depois de ter sofrido um acidente de moto e contraído tétano. "É inconcebível que uma pessoa sofra um acidente grave, faça uma cirurgia, vá para casa e volte para o Hospital Oswaldo cruz por ter sido acometido de tétano, nos d ias de hoje. Ter a vacina e o soro é um dever de todas as urgências. Pela ausência dela, estamos deixando jovens em período produtivo numa vida vegetativa".
 
A parlamentar repercutia matéria publicada em jornal do Recife, este final de semana, sobre o aumento de casos de tétano acidental nos últimos quatro meses em Pernambuco. De acordo com a reportagem, dez adultos deram entrada no Oswaldo Cruz com a doença, todos do sexo masculino e em estado grave. Um morreu e outros ficaram com seqüelas que causam limitações irreversíveis. Em 2008, o hospital atendeu 22 casos de tétano acidental e em 2009, 16. Os médicos da unidade estão surpresos com os dez casos em apenas quatro meses.

A vereadora disse ainda que pretende visitar, ainda esta semana, as principais urgências da cidade para averiguar de perto a situação e que dará entrada em um projeto de lei para obrigar os hospitais a disponibilizarem a vacina contra tétano, que é aplicada gratuitamente nos postos de saúde do município e tem validade de 10 anos.

MÉDICOS DE CAMARAGIBE EM GREVE

A ausência de resposta da Prefeitura de Camaragibe sobre a pauta de
reivindicação enviada pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco
(Simepe) há 15 dias, resultou na deliberação de nova paralisação de
advertência de 24h, nos serviços de saúde, com exceção da emergência,
nesta quarta-feira dia 8. Os médicos vinculados a rede municipal
estabeleceram durante assembléia geral prazo de uma semana para o
prefeito João Lemos se posicionar firme perante o sindicato em relação
à pauta. ( Do Blog da Folha)

TRE REÚNE PARTIDOS PARA DISCILPINAR PROPAGANDA


A juiza da propaganda eleitoral do Recife, Ana Cláudia Brandão, está reunida, nesta quarta-feira, com os representantes jurídicos dos partidos políticos. O encontro tem como objetivo disciplinar a colocação de propaganda nas principais vias da cidade, principalmente na avenida Agamenon Magalhães.

De acordo com a juíza, a ideia é que se faça um rodízio dos cavaletes nos pontos que não atrapalhem a circulação de pessoas.

(Da redação do diariodepernambuco.com.br, com informações do TRE)


 

 

SOBREVIVENTE EM BUSCA DE UM LAR

Dois anos após ser mordido por morcego, Marciano, primeiro brasileiro a vencer a raiva humana, precisa de ajuda

 A estrada não é das melhores. Do centro de Floresta, cidade do sertão pernambucano, até o destino final da viagem são mais de 40 minutos de carro por uma pista de asfalto esburacada e um caminho de barro tortuoso e cheio de obstáculos.

Fotos: Cecilia de Sá Pereira/DP/D.A Press
À medida que o carro avança, o sorriso cresce no rosto do garoto magrinho, acomodado no banco da frente, com a ajuda de travesseiros. Muitos sacolejos depois, o automóvel, enfim, para em frente a uma cerca de madeira. Por trás dela, algumas árvores, dezenas de barulhentos cabritos e uma casa rústica de tijolos. Lar, diz o coração de Marciano Menezes, doce lar.

Há dois anos, no dia 7 de setembro de 2008, o adolescente, hoje com 17 anos, foi mordido por um morcego. Naquele feriado, Marciano Menezes dormia numa casa parecida com a da fotografia desta página, a poucos metros dali, quando sentiu a mordiscada próxima ao tornozelo. Quatro dias depois, ele tomou a primeira dose da vacina antirrábica. Mas não recebeu o soro que poderia terevitado que a doença se instalasse. O garoto que tem nome de ser de outro planeta estava condenado à morte, dizia a lógica das evidências científicas. Mas ele venceu. E, como se não fosse mesmo deste mundo, se tornou o primeiro brasileiro a sobreviver à raiva humana.


Na casa no Centro de Floresta, longe do imóvel na Zona Rural onde foi mordido pelo morcego (terceira foto), Marciano brinca com os primos e se diverte assistindo televisão
Em setembro de 2009, Marciano voltou para Floresta. Não mora mais no campo - ou no mato, como diz seu pai, João Gomes de Menezes, sertanejo de 53 anos. Passa os dias e as noites em uma casa de alvenaria, piso de cerâmica, três quartos, banheiro, cozinha e sala. Tinha até ar-condicionado, mas o aparelho não está funcionando. A conta do aluguel, da energia elétrica e da água não é a família de Marciano quem banca. Nem o veículo para transporte do adolescente, a cesta básica mensal, a fisioterapeuta e a professora, que visitam Marciano em casa. Custos pagos com recursos da prefeitura e arrecadações feitas junto a funcionários da administração municipal e moradores da cidade, segundo a prefeita Rosângela Maniçoba.

Mas o que o jovem queria mesmo eravoltar para o mato, na zona rural de Floresta. Não retornou porque a casa não oferece condições de abrigar o menino. A começar pelas frestas nas janelas e no teto que permitem a entrada de morcegos. Ameaça que persiste.

Na casa do centro da cidade, Marciano passa o dia sentado no sofá, assistindo televisão. Na do campo, se acomoda sob uma das árvores, à sombra, de onde ouve o canto dos pássaros e vê os bichos passearem. Ri com os cabritos. Sonha com a possibilidade de voltar a andar. É lá, no mato onde foi criado, que o adolescente se sente mais feliz. Não no centro, de ruas calçadas e casas pintadas, onde mora desde novembro do ano passado. ( Por Juliana Colares, do diariodepernambuco.com.br )

 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

MACIEL RECEBE AFAGOS DE GOVERNISTAS

Em sua eleição mais difícil, como ele próprio já admitiu, o senador
Marco Maciel (DEM) recebeu um estímulo e tanto, ontem, no Sertão. Foi
afagado por dois aliados do governador Eduardo Campos (PSB): o
prefeito de Serra Talhada, Carlos Evandro (PR), e o ex-prefeito de
Custódia José Esdras (DEM) – ambos aliados de Eduardo, além de
fechados com Maciel e Armando Monteiro (PTB) para o Senado.

Para receber os apoios, Maciel precisou desvencilhar sua agenda das
atividades de Jarbas Vasconcelos (PMDB) na região. Os dois senadores
chegaram juntos de avião em Serra Talhada, mas ao final da visita à
feira, Maciel seguiu para a residência de Carlos Evandro. O prefeito
ofereceu um café da manhã em sua casa, onde também estavam o
vice-prefeito Luciano Duque – do PMDB de Jarbas, mas que não
recepcionou o candidato a governador –, além de vereadores,
secretários municipais e lideranças políticas. Carlos Evandro exibiu
farto material de campanha de Maciel e prometeu empenho para ajudar na
votação do senador do DEM no Sertão. "Eu não sou menino. Sei que é uma
reeleição difícil para ele".

Evandro disse já ter conversado com Eduardo e com o presidente do PR,
deputado Inocêncio Oliveira, sobre o assunto. "Eles entenderam. Sabem
que faço minha parte". O prefeito alega votar em Maciel, pois tem uma
"dívida de gratidão". Além disso, o PT – que tem o candidato a senador
Humberto Costa – é o seu principal adversário local. ( Ciro Rocha, do
JC )

ALERTA DE EPIDEMIA DE DENGUE NO ESTADO

Pernambuco está entre um grupo de dez estados brasileiros que, segundo
o Minis­tério da Saúde, correm risco muito alto de enfrentar uma
epidemia de dengue nos próximos meses. A afirmação foi feita pelo
Ministério com base em uma ferramenta chamada de "Risco Dengue", que
utiliza cinco critérios básicos, sendo três do setor de saúde
(incidência de casos nos anos anteriores, índices de infestação pelo
mosquito aedes aegypti e tipos de vírus da dengue em circulação); um
ambiental (cobertura de abastecimento de água, rede coletora de esgoto
e coleta de lixo); e um demográfico (densidade populacional).

No caso de Pernambuco, a incidência nos anos anteriores na Região
Metropo­litana do Recife rendeu quatro pontos; o índice de infestação,
mais quatro; condições do esgotamento e coleta de lixo, quatro pontos;
densidade populacional, dois pontos e a circulação do sorotipo, seis
pontos. O total foi de 20 pontos, limite inicial para o risco muito
alto. Segundo dados fornecidos pela Secretaria de Saúde do Estado
(SES), desde janeiro, foram notificados 41.908 casos de dengue,
distribuídos em 173 municípios pernambucanos, sendo 11.495
confirmados. Em comparação ao ano passado, os números representam um
aumento de 541,19% de notificações.

Segundo a diretora geral de Controle de Doenças e Agravos da SES,
Jacyra Ferreira, um dos motivos para esta colocação do Estado seria a
circulação por aqui do vírus tipo 1, para o qual os pernambucanos
ainda não têm anticorpos. "Em relação a esses novos dados, vamos
procurar 'sentar' com os municípios, identificando o perfil de cada
localidade e intensificando as ações de combate. Mas, para isso,
também vamos precisar da ajuda da população, já que 70% dos focos do
mosquito estão nos domicílios, por isso, pedimos que todos tomem
cuidado com a água parada", argumentou.

Ainda de acordo com as informações repassadas pelo Ministério da
Saúde, a nova metodologia reforçaria o caráter intersetorial do
controle da dengue e permitirá aos gestores locais de Saúde
intensificar as diversas ações de prevenção nas áreas de maior risco.
Ques­tionado sobre a possibilidade do desenvolvimento políticas
públicas de combate à doença por meio das informações obtidas pela
ferramenta, o Ministério informou que as ações de controle da dengue
são permanentes em todas as três esferas do SUS, municipal, estadual e
federal.

São feitos repasses trimestrais de recursos para ações de Vigilância
em Saú­de para os estados e municípios. Este recurso não é exclusivo
para dengue e os gestores locais têm autonomia para decidir que
porcentagem será aplicada em ações específicas dessa doença, conforme
a realidade local. Para o ano de 2010, a previsão de recursos para a
Vigilância em Saúde é de R$ 1,02 bilhão para todo o País.

Cabe ainda ao Ministério a aquisição e repasse de insumos como
inseticidas, larvicidas e kits diagnósticos, equipamentos, no caso,
nebulizadores costais e máquinas de fumacê, além dos veículos e
medicamentos. Também cabe ao Ministério prestar assessorias técnicas e
fazer capacitações estaduais, além de auxiliar e supervisionar a
elaboração dos planos de contingência locais para dengue. ( Por Júlia
Veras, da Folha Online)